Calls para Saúde e Bem-estar

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Calls para Saúde e Bem-estar por Alberto Velez Grilo

A Estratégia Regional de Especialização Inteligente – Madeira 2020, define como prioritárias as seguintes áreas temáticas:

• Saúde e bem-estar;
• Bio-sustentabilidade;
• Energia, mobilidade e alterações climáticas;
• Qualidade agroalimentar;
• Sustentabilidade, manutenção e gestão de infraestruturas;
• Tecnologias da informação e comunicação;
• Turismo e Recursos e Tecnologias do Mar.

Destacamos hoje a área da Saúde e bem-estar, cujos objectivos estratégicos principais visam a modernização e a melhoria da qualidade da medicina na RAM o que passa, obrigatoriamente, pelo desenvolvimento da investigação e inovação na área da saúde e da educação médica através da internacionalização e da cooperação entre as diversas entidades regionais envolvidas (SESARAM, Unidades de Investigação na área da saúde (CQM, LGH) e Unidade de Ciências Médicas, da Uma).
A saúde e bem-estar, conjuntamente com as alterações demográficas, constituem um dos Desafios Societais do Horizonte 2020 (Programa quadro da CE para os anos de 2014 a 2020). Os Desafios Societais visam basicamente dar resposta aos mais diversos problemas sociais Europeus e Mundiais, financiando actividades de investigação e inovação muito orientadas para as pessoas (nomeadamente experiências piloto, demonstrações e "test-beds").
http://ec.europa.eu/programmes/horizon2020/en/h2020-section/health-demographic-change-and-wellbeing

Actualmente estão abertas as seguintes "calls" na área da saúde (Desafios Sociais):

* clique nas imagens para aceder às calls

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A lista total de "calls" actualmente abertas (em todas as áreas) pode ser encontrada no Participant Portal.

 

Ep. 22 | Joana Silva: a aplicação de 'smart materials' no âmbito da Engenharia Civil

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Joana SilvaJoana Silva, Engenheira Civil e Assistente Convidada da Universidade da Madeira, no Departamento de Engenharia Civil e Geologia, é membro de uma equipa que estuda possíveis utilizações de SMA. Do que se trata? 

SMA são conhecidos, em linguagem de engenharia civil, por constituirem "ligas com memória de forma, ou seja, ligas metálicas com propriedades interessantes em diversos contextos, sendo por isso também apelidadas por ‘smart materials’", explica a investigadora. "As ligas com memória de forma são utilizadas nas mais diversas áreas, nomeadamente na medicina, na aeronáutica, na engenharia civil, entre outras. Quando falamos nas propriedades especiais detidas por estas ligas referimo-nos essencialmente a duas delas: capacidade de sofrer grandes deformações e voltar à sua forma original quando se retira a carga (a que damos o nome de superelasticidade) ou através de aquecimento (a que chamamos de efeito de memória de forma)", conclui.

Joana Silva foca o seu trabalho no contexto da engenharia civil, "mais concretamente nas aplicações de proteção sísmica para reabilitação de estruturas de betão armado". Atualmente, esta investigação está numa fase inicial. 

Segundo a engenheira, um aspeto muito importante é o facto de estas ligas "possuírem uma elevada resistência à corrosão (um dos principais problemas na construção em ambientes marítimos)". 

"A capacidade destes materiais para dissipar energia e recentrar (isto é, contribuindo para que as estruturas retomem a posição inicial após a ocorrência de eventos extremos) faz com que sejam extremamente apelativos do ponto de vista sísmico, pois possibilitam às estruturas resistir a estes eventos naturais com danos controlados, podendo contribuir para a redução das perdas de vidas humanas e bens materiais", revela. 

Joana Silva admiti que o número de resultados de ensaios experimentais disponíveis é ainda muito reduzido, mas "vários trabalhos com ligação à Universidade da Madeira têm vindo a ser desenvolvidos nesta área nos últimos anos, no âmbito de teses de Doutoramento e Mestrado, envolvendo, por exemplo, propostas de sistemas inovadores de proteção sísmica através da utilização destes smart materials". 

A investigadora expõe o objetivo principal do trabalho que está a começar a desenvolver: "contribuir para o conhecimento do comportamento de estruturas de betão armado e reforçado com ligas de memória de forma a, concretamente, propor soluções práticas para reforço sísmico dessas estruturas". 

 

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Ep. 21 | Carla Ragonezi: investigadora estuda metodologias e tecnologias para diminuir o impacto das alterações climáticas sobre o sector agrícola

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CarlaRagoneziCarla Ragonezi é bióloga e atualmente trabalha como investigadora doutorada no Banco de Germoplasma ISOPlexis da Universidade da Madeira. Está inserida no projeto CASBio, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do Programa Operativo Madeira 14-20 da Região Autónoma da Madeira, que tem por objetivo avaliar e monitorizar a Agrobiodiversidade e a Sustentabilidade dos Agrossistemas nos novos cenários climáticos.

O projeto CASBio "passa por ensaiar e desenvolver metodologias e tecnologias para diminuir o impacto das alterações climáticas sobre o sector agrícola", explica a investigadora, que também esclarece o conceito de alterações climáticas: "são variações do clima em escala global ou local, e dizem respeito a mudanças de temperatura, precipitação e outros fenômenos climáticos em relação às médias históricas". Estas alterações climáticas, segundo a bióloga, "podem trazer problemas para o desenvolvimento e produtividade de cultivares e, consequentemente, para a produção de alimentos".

Carla Ragonezi faz a monitorização destes agrossistemas em vários locais da Madeira,  quatro vezes ao ano. Para além deste trabalho, ela e os membros da equipa à qual pertence, recolhem diferentes tipos de dados (levantamentos florísticos, amostras de solo e outros). De forma mais detalhada, a investigadora do ISOPlexis revela que é "responsável pela caracterização das comunidades de microrganismos do solo através de técnicas de biologia molecular com o objetivo de avaliar a diversidade desses no solo" e que essa "avaliação permite detectar mudanças nas comunidades microbianas nos vários locais e nas diferentes recolhas, permitindo assim, analisar melhor a comunidade microbiana, a sua interação com os cultivares assim como o seu papel na adaptabilidade desses às alterações climáticas".

A bióloga dá o exemplo da planta-fungo, que acontece com algumas espécies de cultivares estudadas no projeto. "Nessa relação positiva, a planta fornece alimento para o crescimento do fungo que em troca fornece alguns nutrientes para o crescimento e o desenvolvimento da planta". 

"Atualmente decorre um ensaio com esses fungos, denominados fungos micorrízicos, e plantas de batata-doce em Porto Santo. Até 2020, o CASBio vai caracterizar e monitorizar agrossistemas sob diferentes condições agroecológicas fazendo-se depois uma avalização da adaptação desses sistemas a diferentes condições ambientais", informa. 

 

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Ep. 20 | Mariana Jesus: engenheira civil estuda reforço de estruturas por aplicação de materiais compósitos

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MarianaJesusUm grupo do Departamento  de Engenharia Civil e Geologia da Universidade da Madeira tem vindo a estudar, com a colaboração de outras instituições, como a Universidade Nova de Lisboa, o reforço de estruturas por aplicação de materiais compósitos, nomeadamente através da aplicação de mantas de fibras de vidro, carbono e aramida. Mariana Jesus é uma das investigadoras envolvidas neste trabalho. 

Mariana Jesus explica que "o reforço por confinamento com recurso a materiais compósitos permite aumentar a capacidade de suportar cargas das estruturas, bem como aumentar a sua segurança quando sujeitas a ações intensas, como é o caso de sismos". Isto porque se tratam de materiais de elevada durabilidade, resultante da sua "significativa resistência à corrosão", explica. 

 A investigadora revela que, recentemente, "foi realizada uma campanha de ensaios experimentais no Laboratório Regional de Engenharia Civil, para avaliar o comportamento de pilares confinados por aplicação de reforço parcial, cujos resultados se encontram em fase de análise". Essa campanha de ensaios "englobou 26 provetes à escala real, em betão armado, instrumentados com recurso a defletómetros e a extensómetros de resistência elétrica para registo do comportamento dos provetes ao longo dos ensaios, realizados com recurso a prensa, até à rotura, controlada pela rotura frágil do material compósito", explica. 

Mariana Jesus afirma que esta campanha será ainda alargada a novas aplicações e que "os trabalhos serão desenvolvidos em paralelo na Madeira e na Universidade Nova". O objetivo principal será "contribuir para o conjunto de resultados experimentais disponíveis nesta área e melhorar a capacidade de previsão do comportamento das soluções estudadas através do desenvolvimento de modelos orientados para o projeto estrutural", garante a engenheira civil. 

 

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Ep. 19 | Roi Martinez: biólogo marinho faz caracterização da pesca comercial, artesanal e lúdica na Madeira

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roimartinezRoi Martinez é biólogo marinho e trabalha na Direção Regional de Pescas da Madeira, uma das instituições membro do Observatório Oceânico da Madeira. Atualmente desenvolve investigação na caracterização das pescas artesanal e recreativa na região. 

Segundo o investigador, "existe pouca informação disponível sobre a pesca artesanal praticada nas águas madeirenses e, por isso, estão a ser recolhidos dados de "capturas, baseados nas descargas e comprimentos dos peixes, para determinar as capturas por unidade de esforço e fazermos uma análise das povoações de peixes na região".

Esta equipa de trabalho está também a dar relevância aos impactos que este tipo de pesca, pesca lúdica, tem nos ecossistemas marinhos. Roi Martinez revela que "o objetivo deste trabalho consiste na caracterização dos aspetos biológicos, sociais e económicos desta atividade". Relativamente ao processo de trabalho, são preparados e distribuídos inquéritos aos pescadores e, segundo o investigador, em 2017 foram entrevistados mais de 800 pessoas ligadas à pesca apeada, submarina ou embarcada. 

Roi Martinez, desde há dois anos, acompanha ainda os concursos de pesca na região e recolhe informação biológica e estatística sobre os peixes capturados. Para além disso, monitoriza "a pesca grossa ou o chamado Big Game Fishing", contactando as empresas que realizam este tipo de atividade. 

Estas informações recolhidas, segundo o biólogo, servirão para a criação de um banco de dados com o intuito de posteriormente analisar o estado das pescas na região. "Estas informações são partilhadas com diferentes grupos de Portugal e Espanha que trabalham na área, para serem organizadas e estabelecer possíveis colaborações, assim como para escrever publicações cientificas sobre o tema", afirma. 

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